Zona de interesse

Uma família alemã habita uma casa em um cenário bucólico. Cinzas fertilizam o jardim, depositadas para potencializar flores. Deduzir a origem do fertilizante perturba os informados: são cinzas humanas. A propriedade divide muro com o campo de concentração de Auschwitz. Essa é a exata distância, supostamente segura, que imaginamos ter do passado.
A chegada

Doze naves chegam à Terra. Como há evidências de que seus ocupantes extraterrenos intentam conversar conosco, a linguista Louise Banks e o físico teórico Ian Donnelly são convocados a estabelecer a comunicação. Enquanto isso, nosso mundo vira uma balbúrdia maior que a habitual. Borbulham teorias conspiratórias, os civis estão desorientados. O que será que podemos aprender sobre linguagem e nós mesmos com esse filme?
A substância: esse filme serve para alguma coisa?

Qual a validade de um corpo? Muito curta quando precisamos manter a farsa de que não perecemos. Elisabeth não serve mais, estragou-se para o uso televisivo. Então consegue o que quer: um corpo novo para uma vida anterior. Em velocidade estrondosa, ela assiste ao seu apodrecimento, parasitada pela juventude que pariu de sua coluna. O filme foi muito comentado. Esfera do gosto. Vou tirar leite de pato porque preciso dar sentido às mais de duas horas que perdi para me atualizar nessa “trend” cinematográfica de 2024.
Anatomia de uma queda

Neste filme da francesa Justine Triet, da anatomia de uma queda, passa-se à anatomia de um casamento. Não é a dúvida que induziu à investigação, mas a suspeita. Projetamos a história da verdade, mas isso é a verdadeira história? O que há por trás de uma morte? Finalmente, podemos perguntar, a despeito de nunca alcançarmos todas as respostas: o que esconde o véu da ficção?