Psicopatologia da tecnologia: é um equívoco dizer que a IA alucina

História da capa: a IA alucina. Será que ela pode delirar? Eu ri e foi assim que me criei um problemaço: averiguar se fazia sentido, do ponto de vista psicopatológico, dizer que a IA alucina e, quiçá, se poderia delirar. Senhores, depois desta crônica não poderei mais fingir que a minha loucura é assintomática.

Saúde mental e IA: os chatbots nunca vão nos puxar a orelha

A saúde mental é um mercado muito aquecido, portanto, era óbvio que a IA iria alcançar “o mal-estar na civilização”. Chatbots são programas capazes de conversar conosco. São adoráveis, versados como poucos na arte da bajulação, e incrivelmente criativos, a ponto de alucinarem. Como terapeutas, jamais irão reclamar de atrasos, de faltas não avisadas, de pagamentos não efetuados nas datas combinadas. Os chatbots nunca vão nos puxar a orelha. É arriscadíssimo para eles, pois pode afastar a clientela cultivada a base de toneladas de algoritmos.

A série “Adolescência”: o que a vergonha tem a ver com a violência?

No terceiro episódio sabemos o que se passou: fotos íntimas da adolescente circularam na escola; julgando que ela estaria fragilizada pelo vexame, o adolescente tenta a sorte e, ao ser rechaçado, ele a esfaqueia. Todos, sem tirar nem pôr, conhecem a vergonha e a temem, mas a gente menospreza o seu papel na conduta violenta. Vamos ver o que dizem algumas pesquisas psicológicas?