A IA não tem calos e não usa aspas: a indecente desapropriação dos escritores

Na fala, as frases são tão mais fáceis de sair – sei que algumas escapam fora de hora à mercê de determinadas cabeças e bocas. Nas conversas, as frases são apenas parte da cenografia, acompanhadas por gestos e um imenso repertório de recursos vocais de entonação e respiro. Na publicação, as frases são tudo. É lá onde elas ficam realmente frágeis e vulneráveis para serem roubadas. Sem aspas e sem outros indicativos, quem notaria que a frase nasceu em outro lugar? Outra pergunta: os senhores perceberam que a IA não usa aspas?
A verdadeira inteligência ainda é manual

Não é de hoje que tenho minhas tretas com algoritmos e de todos os setores. Antes era por troça, então ganhou a proporção do hábito e, por experiência, virou item de segurança. Na dúvida, nada como puxar a capivara dos suspeitos. Pois detectaram mau comportamento na dita cuja e dos feios. A OpenAI lançou um artigo relatando que agentes de IA foram pegos subvertendo testes em tarefas de codificação, ludibriando usuários e desistindo de problemas muito difíceis. Que a IA é plágio, eu sei, mas carecia de copiar a gente desse jeito?